domingo, 29 de abril de 2007

O encontro divino de Isaque e Rebeca (Gn. 24)

Chegamos enfim ao mais longo capítulo do livro de Gênesis, uma história rica em detalhes e relatada duas vezes. É uma história que não contém nem profecias de Deus nem milagres divinos, porém, podemos ver a mão do Senhor em cada detalhe durante o desenrolar da história que culminou com a união entre Isaque e Rebeca.

Sendo Abraão já idoso e não podendo escolher uma esposa para o seu filho, ele chama o seu servo mais antigo (possivelmente Eliézer) para encarregá-lo de tal missão. Logo de início vemos que Abraão pede ao seu servo que faça um juramento "colocando a sua mão debaixo da coxa". Esse era um ritual de pacto no costume antigo. A intimidade que tal prática exige faz-nos supor o alto nível de confiança que se busca no juramento. Era assim que se fazia um juramento solene e que não podia ser quebrado de jeito nenhum. Tal situação irá ocorrer novamente com Jacó (em Gênesis 47.29).

Após ouvir as instruções de Abraão, o seu servo segue viagem confiando que o Senhor o guiaria.

Ao chegar em Naor, ele pede então um sinal para que o Senhor mostre quem deveria ser a pessoa escolhida. Vemos aqui que até mesmo o servo mostra que já conhecia o Senhor de Abraão e ora à Ele para se tornar um instrumento para que a promessa se concretizasse. Ele pede à Deus um sinal: será que este exemplo bíblico é o ensino de um método infalível para conhecemos a vontade do Senhor? Não. Deus nos promete a sua orientação e presença, porém não necessariamente sinais externos. Muito da vontade de Deus se descobre na luta entre a fé e a incerteza! Graças ao Seu amor, hoje temos a Palavra vinda diretamente dEle para nos guiar!

Então, eis que Rebeca surge no cenário. Prestativa, ela cumpre exatamente o pedido que o servo havia feito à Deus. Sabe quanta água bebem dez camelos? MUITA! O servo havia pedido apenas um pouco de água para si e a oferta de Rebeca foi um belo gesto de hospitalidade! Além disso, Rebeca também "passa no segundo teste", pois fazia parte da parentela de Abraão. Deus realmente demonstra todo o Seu cuidado e amor divino!

Pode nos parecer um tanto estranho a maneira como o casamento foi "arranjado" entre o irmão de Rebeca e o servo de Abraão porém, além de este ser um costume da época, vemos que o encontro entre Isaque e Rebeca foi divinamente planejado. No momento em que Rebeca concorda em partir com aquele homem, ela estava concordando com uma mudança radical em sua vida, deixando para trás tudo aquilo que ela conhecia até o momento rumo ao desconhecido.

Ao ver Isaque, Rebeca cobre-se com um véu - um antigo costume que simbolizava talvez a modéstia da noiva e sua dependência em relação ao noivo. Isaque a vê e torna Rebeca sua mulher. Aos 40 anos, Isaque se casa; três anos após a morte de sua mãe.

Essa história nos mostra o quão importante é incluir Deus em nossa vida sentimental, pois casamento é a segunda maior decisão que uma pessoa pode tomar em sua vida (sendo a primeira, optar por ser um seguidor de Cristo)

Você, solteiro... tem deixado nas mão de Deus a escolha do seu futuro parceiro/a? Se você se sente sozinho, triste e desamparado, saiba que este é um momento de buscar o amor verdadeiro, incondicional no Senhor. ELE JAMAIS te deixará! Quando você encontrar tal amor, saberá que nada pode ser maior e nem poderá ocupar seu espaço! NADA!

Você, casado... tem colocado o seu casamento diante do Senhor? Você tem seguido as instruções divinas para com seu esposo/a? Quando foi a última vez que você disse EU TE AMO para o Adão ou para a Eva que Deus te deu? Essa é um boa oportunidade! Por que não fazer isso agora mesmo? Grandes coisas podem mudar na sua vida com a simples pronúncia genuína dessa palavras maravilhosas!

Leia este trecho aqui

sábado, 28 de abril de 2007

Para a pátria superior (Gn. 23)

Neste capítulo vemos o término de uma bela história entre Abraão - o "pai de muitos" - e Sara - a "princesa".

Abraão voltou para a terra de Canaã e viveu em Quiriate-Arba - também chamada de Hebrom.

Após trinta e sete anos passados de ver o cumprimento da promessa do Senhor ao ter um filho vindo de seu ventre, Sara é recolhida para o Senhor. Apesar de seus erros, Sara foi mencionada entre aqueles em que a fé almejava habitar eternamente em uma pátria superior, conforme lemos em Hebreus 11.13 "Todos estes morreram na fé, sem ter obtido as promessas; vendo-as, porém de longe..."

A Bíblia nos fala que após chorar pela morte de sua esposa, Abraão procura comprar um local para sepultar o corpo de Sara.

Tais cortesias como vemos do versículo 6 em diante eram práticas comerciais comuns no Oriente Médio antigo. Por ser estrangeiro, Abraão pede autorização para enterrar Sara naquela terra. Ele então pede para que intercedam junto à Efrom, para que este lhe vendesse a sua caverna de Macpela (futuramente veremos que Abraão, Isaque, Rebeca, Lia e Jacó também serão sepultados neste mesmo lugar).

Vemos então que Efrom tem uma atitude um tanto generosa quando lhe oferece o terreno como um presente, porém talvez ele mesmo já soubesse que Abraão não aceitaria tal proposta pois era um homem de muitas posses.

Por outro lado, Abraão faz questão de comprar tal terreno, mesmo quando podia aproveitar-se da situação no momento e ganhá-lo. Neste momento, se o caráter de Abraão ainda tivesse falhas, ele poderia inclusive conseguir mais do que precisasse, pois era um homem muito respeitado naquele lugar.

Tal episódio mostra que as situações pelas quais Abraão passou durante sua vida haviam feito ajustes no seu próprio caráter e tais falhas foram sendo corrigidas com o tempo...

Vemos isso claramente quando Abraão fez questão de comprar o terreno para enterrar sua esposa, muito embora quatrocentas barras de prata era considerado um preço muito alto para um terreno daqueles. Ele porém aceitou pois era muito importante para ele ter um lugar de sepultamento na Terra Prometida. Este aliás, foi o único terreno que Abraão possuiu na terra de Canaã, a terra que Deus prometeu aos seu descendentes (Capítulo 15. 18-21).

Caro irmão, lembre-se que HOJE, em Cristo temos esperança de vida após a morte! Jesus é a "ressurreição e a vida" e Ele nos conforta dizendo "... vós porém me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis." (João 14.19). Jesus é a nossa única e maior esperança de vida após a morte! Quando Ele voltar, teremos a imortalidade...! Você já descobriu em sua vida a realidade dessa grande esperança que pode nos ajudar a enfrentar os momentos mais difíceis?

Leia este trecho aqui

sexta-feira, 27 de abril de 2007

O sacrifício de amor (Gn. 22)

Responda rápido: Qual episódio da vida de Abraão mais lhe chama a atenção?

Creio que mais da metade das pessoas que respondem a essa pergunta dirão o que lemos no capítulo 22 de hoje: a prova de amor de Abraão ào Senhor.

Mais uma vez, Deus coloca a fé de Abraão à prova. Apesar de Deus ter feito a promessa de uma grandiosa nação mediante Isaque, esse propósito parecia estar cheio de percalços.

E afinal, o que Deus quer? Fé, diz a Bíblia. Confiança sem limites, sem reservas, apesar das circunstâncias.

Mas Deus não poderia pedir algo mais fácil? Afinal, depois de anos e anos aguardando a tão sonhada chegada do filho prometido, ele simplesmente deveria entregá-lo à Deus? Depois do Senhor haver testado a fé de Abraão em diversas áreas da sua vida, ele o coloca na "prova máxima de fidelidade", o que faz com que as outras provas tenham parecido uma brincadeirinha de jardim de infância.

Logo no início do capítulo, é importante deixar bem claro que Senhor nunca teve a intenção de permitir tal sacrifício. Anos depois quando o povo de Israel comete a atrocidade de sacrificar crianças em rituais pagãos (Jeremias 19.5), o Senhor diz: "... e edificaram os altos de Baal, para queimarem os seus filhos no fogo em holocaustos a Baal, o que nunca lhes ordenei, nem falei, nem me passou pela mente." Deus inclusive já preparava um sacrifício perto do local (Montanha de Moriá) onde havia mostrado à Abraão.


Logicamente Abraão não sabia de nada disso, preparou-se de madrugada e partiu tomando o seu filho e dois servos. O que mais me chama a atenção nessa história é o versículo 4, que nos mostra que tal jornada levou três dias! Três dias de desespero, de tristeza profunda, de orações e súplicas!

Porém, particularmente eu creio que o Senhor capacitou Abraão com uma fé sobrenatural para que ele pudesse seguir viagem; crendo que de alguma forma o Senhor resolveria as coisas.
Pelo relato bíblico, podemos entender que Abraão não hesitou quando o Senhor lhe falou.

Abraão confiava em Deus de tamanha forma (lembra-se que ele foi chamado de "o pai da fé"?) e apegava-se à promessa feita de que os seus descendentes viriam por meio de Isaque, mesmo não sabendo como o Senhor faria isso se Isaque estivesse morto...

No versículo 12 vem o bálsamo, com certeza vem o maior alívio que Abraão sentiu em toda sua vida. Ele havia vencido a prova!

Será que é possível ter essa fé de Abraão? Assim como ele creu que o Senhor proveria (versículo 8) mesmo sem saber como, esse é o tipo de fé que nos dá a certeza e a coragem de sempre agir de forma correta. Não precisamos saber exatamente como Deus vai dar um jeito, basta saber que se obedecermos, ELE PROVERÁ!

Agora o mais belo, comovente e profundo paralelo dessa narrativa bíblica: Deus poupou o filho querido de Abraão, mas não deixou de entregar o seu próprio filho! Você sabia que a montanha de Moriá futuramente abrigaria Jerusalém, o lugar onde Deus nos daria o seu único Filho como um sacrifício perfeito e definitivo?

Leia este trecho aqui

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Enfim, o cumprimento da promessa! (Gn. 21)

Conforme havia prometido nos capítulos 17 e 18, o Senhor Deus enfim cumpre a tão esperada promessa de dar à Sara e Abraão o tão sonhado filho! Depois de uma longa espera, Abraão pôde contemplar e regozijar-se com o cumprimento da benção que o Senhor havia lhe prometido! O que Deus promete, Ele cumpre (no Seu tempo!)

Ao contrário do que aconteceu com Ismael - nascido de modo natural, subproduto da impaciência de Abraão e do esforço humano - Isaque veio ao mundo de forma miraculosa quando seu pai já tinha 100 anos e sua mãe 90 anos de idade (imagine só!). Quando para Abraão parecia tarde demais, o Senhor cumpre a promessa! Ele aguarda que todos os recursos humanos se acabem para que a glória seja única e exclusivamente dEle!


Por meio do filho prometido, o Senhor cumprirá a promessa de fazer de Abraão uma grande e poderosa nação!

Em hebraico, Isaque quer dizer "ele riu", fazendo referência tanto à atitude de Sara e Abraão ao saber que o Senhor lhes daria um filho na velhice, quanto à alegria sem tamanho que ambos sentiram ao ver que o Senhor fez cumprir a sua promessa!

Como resultado das provocações de Ismael contra Isaque, Abraão é obrigado a tomar uma atitude radical - que para nós pode parecer um tanto estranha, porém trata-se de uma consequência da atitude impensada de Abraão no passado. Mesmo que tal nascimento não tenha sido divinamente aprovado na época, Deus mostra Sua misericórdia e lealdade com Agar e Ismael.

Certamente aquele não foi um momento muito feliz... O Senhor vê o sofrimento e preocupação de Abraão como pai (versículo 11), porém o Seu plano sempre foi para Isaque - o fruto da promessa - e mesmo que Abraão tivesse "tropeçado" no caminho, tal plano e promessa deveria se cumprir! Deus porém, jamais desampararia nem Agar nem Ismael, pois ele também era seu descendente.

Logo após a partida dos dois, vemos o Senhor se manifestando e suprindo as necessidades de ambos. Deus também faz a promessa à Agar de que faria de Ismael uma grande nação. E será que Ele fez mesmo? Leia depois aqui o artigo: Por que os judeus e os árabes se odeiam?

Após este trecho, somos levados à uma situação ocorrendo a 40 quilômetros de distância da narrativa anterior: Um encontro entre Abraão e Abimeleque. Desta vez, porém, Abraão tem um nova atitude: ao invés de ocultar e omitir fatos (mostrando a sua falta de fé), ele age como um servo do Deus Altíssimo: com clareza, fé e franqueza. Antigamente, a dádiva de animais era equivalente à uma assinatura em um contrato. Era como um sinal, uma prova de que haviam feito um contrato. Como não haviam cartórios naquela época - obvio! :-) - este era um meio de garantir os acordos.

Mas quem sabe hoje você não está passando por uma situação parecida com a de Agar? Talvez por algum motivo você teve que deixar sua família, amigos, casa em busca de algo; e hoje você se sente triste, humilhado, rejeitado...
Quem sabe em algum momento você cometeu um erro e hoje as pessoas estão te julgando e condenando por isso, dizendo que você não tem perdão - mesmo que você já tenha reconhecido o erro e se arrependido do passado...?
Quem sabe então você está passando por um deserto sem fim, e você olhe para o lado e se sente sozinha, sem ninguém para lhe ajudar... está tão desanimado que sente que não tem mais forças para lutar...?

"DEUS É O MEU AMPARO, MINHA FORTALEZA, MEU CONSOLO FORTE NA TRIBULAÇÃO"

Confie no Senhor! Agar também passou por um deserto terrível, onde tudo o que sentia era angústia e tudo o que ela via eram montes de areia... Deus porém ouviu o seu clamor e trouxe o seu auxílio no momento certo, cumprindo a promessa que havia feito à ela! Aos olhos do Deus, você é aquele filho mais desejado e planejado como uma obra-prima! Sabendo disso, que sentimentos isso lhe traz para com Deus?


Leia este trecho aqui

terça-feira, 24 de abril de 2007

Fé versus a Incredulidade (Gn. 20)

O acontecimento deste capítulo parece uma repetição do que já havia acontecido antes no capítulo 12. É surpreendente o fato de vermos Abraão cometendo novamente a mesma atitude, mesmo após a aliança firmada entre ele e Deus, a mudança significativa de nome e até mesmo após a visita do próprio Deus na sua tenda.

A primeira pergunta que faço ao ler este capítulo é: Por que um rei escolheria Sara - uma mulher de idade avançada - para ser sua esposa?

Primeiramente, o fato de um rei possuir várias esposas e concubinas antigamente era visto como uma demonstração de poder e riqueza. Porém um "casamento" também era uma forma de se fazer negócios e firmar tratados entre duas partes. Talvez neste caso, Abimeleque tivesse a intenção de firmar algum acordo e fazer alguma cortesia com Abraão ao tomar a sua suposta "irmã" idosa como esposa.

O que vemos a seguir é que mais uma vez, um homem não-judeu se mostrou mais honesto do que Abraão. O rei argumenta com Deus em sonho que fez tal ato por inocência e omissão tanto de Abraão quanto de Sara. Vemos então que o Senhor reconhece a sinceridade de Abimeleque.

Este então recebe a instrução de pedir à Abraão que interceda em favor dele. Aliás, esta é a primeira vez que a Bíblia menciona a palavra "profeta". Talvez tal termo quisesse deixar claro nesta passagem que o nível de relacionamento entre Abraão e o Senhor era tão íntimo que permitia Abraão interceder em favor das pessoas - a exemplo do que ele já havia feito pelos habitantes de Sodoma e Gomorra.

Mesmo com toda a covardia e falta de confiança na proteção divina, ele ora à Deus em favor do rei e o Senhor nos mostra que o Seu amor é incondicional e independe da bondade ou do mérito das pessoas.

Tenha fé!!
Em suma, vemos que tal mentira foi gerada porque Abraão teve medo do que os homens incrédulos pudessem fazer contra ele e por essa mentira, ele se complicou ainda mais. Ele estava com medo dos estrangeiros porque eles não conheciam à Deus, mas esqueceu-se que DEUS os conhecia!

Independente de onde estivermos, DEUS também se faz presente! Onde você se encontra hoje? Saiba que aí, onde você está... Deus está sempre contigo! Você já falou com Ele hoje?

Leia este trecho aqui

segunda-feira, 23 de abril de 2007

A destruição de uma cidade já destruída (Gn. 19)

Neste capítulo nós lemos muita coisa no mínimo "estranha" para nossa cultura de hoje em dia... Vamos tentar desvendá-las com a ajuda de Bíblias de Estudo e Enciclopédias Bíblicas para nos colocarmos um pouquinho dentro da época e situação que as coisas aconteceram.

Logo no início, Ló é encontrado pelos anjos do Senhor na entrada da cidade - local onde os moradores das cidades se reuniam para tratar de negócios e resolver seus problemas. Naquela época, não haviam hospedarias na maioria das cidades e quando algum visitante necessitava de abrigo, ia até a praça pública da cidade. Como vimos no capítulo anterior, a antiga lei de hospitalidade era considerada uma prova de caráter das mais elevadas.

A exemplo do que Abraão havia feito, Ló recebe os visitantes e oferece estadia em sua casa. Ao ouvir a negação dos visitantes, ele insiste com mais ênfase a ponto de coagi-los; talvez por conhecer muito bem a índole dos sodomitas.

Logo chegando, como todo bom anfitrião, ele oferece um banquete aos seus convidados. Nota-se que ele serve pães asmos - alimento de fácil e rápida preparação. Isso talvez nos demonstre a ansiedade e preocupação de Ló, desejando que seus hóspedes não permanecessem por muito tempo na cidade.

Antes mesmo que se deitassem, os homens daquela cidade cercam a casa de Ló com a intenção de ter relações com os "estrangeiros". Vemos aqui que os sodomitas eram pessoas obcecadas por sexo, e é provável que a natureza inveterada dessa perversão sexual tenha avançado a ponto de atingir as proporções descritas nessa passagem. E mais: A violência sexual é apenas um dos problemas de Sodoma. Em Ezequiel 16.49 lemos (versão NTLH) "Sodoma e as suas filhas eram arrogantes e orgulhosas porque tinha muita comida e viviam no conforto, sem fazer nada; porém não cuidaram dos pobres e necessitados."


Lemos então, uma das passagens mais chocantes para nós: Apesar de Ló se opôr à maldade de Sodoma contra seus visitantes, ele exagera em sua hospitalidade e oferece as próprias filhas em troca da proteção de seus hóspedes. Naquela época e cultura, as esposas e filhas eram vistas como uma propriedade. Somado ao fato de que ele possivelmente estava totalmente influenciado por aquela sociedade degenerada, seus valores estavam completamente distorcidos. É evidente que Ló e sua família haviam sido contaminados desde que chegaram à cidade!

Também existe a possibilidade de Ló ter oferecido suas filhas por saber que os homens não aceitariam tal proposta - porém o texto não nos esclarece isso. O fato é que, não satisfeitos com a proposta, eles atacam Ló e tentam arrombar a porta da casa. Inicialmente os anjos salvam Ló do perigo trazendo-o para dentro de casa, e depois em uma manifestação divina, Deus cega os opressores (possivelmente gera um estado de ofuscação por uma claridade muito intensa).


Somente após tal acontecimento, os anjos informam à Ló qual sua missão ali na cidade. A incredulidade daquele povo era tamanha, que nem mesmo os genros de Ló creram no que ele disse e achavam que ele estava brincando. Ló foi salvo porque, ao contrário de seus genros, ele sabia que a palavra do Senhor não podia ser colocada em dúvida.

Enfim, Deus cumpre sua palavra e elimina da face da terra dois centros de perversidade. Como é típico de um relato bíblico, não temos explicações científicas da maneira como a cidade foi destruída. Há evidências arqueológicas de que Sodoma e Gomorra foram soterradas sob as águas do sul do Mar Morto e haviam também depósitos de betume e enxofre na região.
Seria através de uma erupção vulcânica? A Bíblia não diz. Sabemos porém que a mulher de Ló - por não haver cumprido a ordem do Senhor, transformou-se em uma estátua de sal - possivelmente coberta pelo enxofre e betume ou por soterramento.

Por fim, mais um escândalo: Uma das mais perversas investidas sexuais.
Naquele tempo, as mulheres somente eram reconhecidas pela sociedade se tivessem filhos. Ficar sem filhos era uma grande vergonha e humilhação. Ao que tudo indica, as filhas de Ló haviam sido totalmente influenciadas pela cultura sodomita e não tinham problema algum de consciência. Como tudo o que sempre haviam conhecido estava completamente destruído e elas estavam sem expectativas para o futuro, elas embebedam o pai e deitam-se com ele para preservar o nome da família e garantir o seu sustento na velhice.

Que capítulo! Nele vemos que Deus nem sempre age de modo tão radical e espetacular, mas vemos nesta narrativa um alerta de que a tolerância do Senhor para o mal também tem um limite...

E hoje em dia? Será que também existem práticas que Deus considera intoleráveis em nossa sociedade? E em nossa vida?

Leia este trecho aqui