segunda-feira, 7 de maio de 2007

Os casamentos de Jacó (Gn. 29)

Como diria o ditado popular: "Quem com ferro fere, com ferro será ferido". Sete anos depois de ter enganado seu pai e irmão para tomar para si a benção que não lhe pertencia, Jacó sente na pele o significado desse ditado, como veremos neste capítulo.

Logo nos primeiros versículos, vemos Jacó chegando na cidade de Harã - na qual moraria ali em torno de 20 anos. Logo que ele chega, encontra-se com Raquel - um encontro "cinematográfico" com direito à beijo, emoção e choro...!

Um mês após morar na casa de Labão, ele propõe à Jacó que trabalhe em troca de um salário. Estando ele apaixonado por Raquel, decide então trabalhar 7 anos em troca de casar-se com ela. Naquele tempo era costume o noivo pagar uma espécie de dote para o pai da moça que ele queria se casar. Como ele não tinha dinheiro, oferece-se para trabalhar por todo este tempo sem ser pago. "Mas, porque ele a amava, esses anos pareceram poucos dias." Bela declaração de amor, não?

Neste momento vemos Labão sendo instrumento da disciplina de Deus. Na noite do casamento, Jacó deita-se com Lia ao invés de sua amada Raquel. E a pergunta que não quer calar: Como pode ser possível que Jacó não percebesse que estava unindo-se à Lia ao invés de Raquel? Alguns dizem que Jacó não poderia enxergar muito bem dentro de uma tenda extremamente escura. Outros entendem que ele provavelmente estava em um estado de embriaguez devido a sua festa de casamento. Como Lia tinha interesse em tal casamento, é possível também que ela houvesse mantido rosto coberto pelo véu durante toda a noite.

O fato é que Jacó foi enganado da mesma forma que enganou. Deus não o abandonou, porém o instruiu,
permitindo assim que Jacó colhesse as consequências dolorosas de sua própria semeadura. Vemos porém no versículo 28 que Jacó concorda sem relutar, demonstrando render-se à disciplina do Senhor e dessa forma ele aprende à voltar-se para o Senhor e não para si mesmo.

Em que circunstâncias da sua vida hoje você apresenta dificuldades? Será que em algumas delas foram provocadas por você mesmo? Você tem resolvido sozinho ou pedido à ajuda de Deus? Lembre-se que não basta pedir ajuda do Senhor, e sim OBEDECER os seus ensinamentos!

Leia este trecho aqui

sábado, 5 de maio de 2007

Um recado e um momento de reflexão

Queridos irmãos em Cristo Jesus!

A paz do Senhor!

A partir de hoje nos posts de domingo, publicaremos uma meditação rápida que certamente será um instrumento abençoador em sua vida.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos os leitores que tem assinado o nosso feed e participado com seus comentários! Todos tem sido de grande valia e tem contribuído para o nosso crescimento espiritual. Participe você também!

Um abraço carinhoso,
http://LendoaBiblia.blogspot.com

***************************************************
ENTRE TROPEÇOS E FRUSTRAÇÕES

O principal valor de qualquer realização vem do esforço pelo qual ela é alcançada; essa é a razão pela qual os diamantes - os quais são raros e difíceis de achar - são infinitamente mais valiosos de que os pedregulhos que são encontrados em qualquer lugar. Gary Franklin

O s tropeços com os quais você se depara na jornada ao topo da montanha não fazem com que a visão lá de cima seja menos magnífica. Pelo contrário, ela se torna ainda mais preciosa e cheia de significado.

Aprenda com os seus erros e vá em frente. Cada erro, cada frustração, tem dentro de si mesmo o potencial de lhe paralisar. Não acrescente àquele poder a sua permissão para que você venha se anular. Dê as costas ao passado e não olhe para trás. Não faz nenhum sentido tornar as coisas mais difíceis por acrescentar o seu próprio pesar por tudo o que se passou.

Os tropeços, os erros, as frustrações, os difíceis esforços, tudo isso serve para criar valores em realizações que estão sendo conquistadas. Entregue todos esses tropeços e frustrações a Deus. Levante a cabeça, olhe para frente, porque é lá que está o melhor a lhe esperar.

Para Meditação:

...não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:13-14

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Deus de promessas! (Gn. 28)

O início deste capítulo é a conclusão do texto que ontem já comentamos.

Na situação seguinte, vemos Esaú casando-se com uma mulher de seu próprio povo para agradar seus pais e assim, tentar "melhorar a sua imagem" imitando a intenção de seu irmão na viagem à Mesopotâmia.

Em seguida, a narração passa para Jacó. Em consequência dos estratagemas que usou para enganar seu pai e irmão, Jacó tem que fugir para evitar ser morto por Esaú. Já no começo vemos que ele enfrenta várias dificuldades e inclusive, a Bíblia não menciona mais o fato de ele haver reavisto sua mãe Rebeca. Quiseram agir contra a ordem do Senhor e colheram as consequências de um plano fracassado.

Depois de tantas atitudes traçoeiras, parecia que Jacó jamais faria nada de grande e notável para Deus. Até mesmo sua fé no Senhor parecia fraca. Porém Deus o escolheu como herdeiro da promessa e da aliança divina. Apesar de seu egoísmo e de tudo que havia feito, Deus lhe dá uma visão em um sonho e lhe diz: "Eu estarei com você e o protegerei em todos os lugares aonde você for (...) Eu não o abandonarei até que cumpra tudo o que lhe prometi." (Gn. 28.15).

Antes dessa visão, Jacó encarava o Senhor como o Deus de seu pai (Gênesis 27.20). Neste momento, ele considera que o "o Senhor será o meu Deus" (versículo 21). Jacó se sente tão impressionado com as palavras que o Senhor lhe diz na visão que faz de uma pedra um memorial, lembrando que ali o Senhor o visitou.

  • Você alguma vez já criou uma espécie de memorial para que o fizesse lembrar das promessas do Senhor? Um trabalho voluntário, uma árvore plantada, um tempo dedicado à alguém ou à algo, um hábito de manter um diário, um estudo bíblico de madrugada... Tudo isso são exemplos de um lembrete da presença de Deus e de seu cuidado pessoal por nós!
  • Assim como Jacó, você também possui uma promessa clara e específica para você? Há quanto tempo você está esperando o cumprimento dessa promessa?
As vezes as promessas de Deus parecem estar à kilômetros luz de distância da realidade que vivemos - PRINCIPALMENTE se não estamos cumprindo muito bem a nossa parte do "acordo".
Há dias quem que nos sentimos incrédulos e uma resistência faz com que talvez pensemos: "Ah... duvido que um dia Deus realize isso... - Ele jamais irá fazer isso por mim; não POR MIM!!".

NÃO DESISTA!! Ao invés disso, ouça de todo o coração, com todas as forças da sua fé Deus te dizer no ouvido: "EU CUMPRIREI TUDO O QUE EU PROMETI!"

Leia este trecho aqui

Leia também: Os sonhos são mensagens de Deus?

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A perfeição de Deus ante as imperfeições humanas (Gn. 27)

Alguma vez você já foi acusado de manipular uma situação para seu proveito? É exatamente isso que lemos nessa história.

Neste capítulo vemos Jacó fazendo juz ao significado do seu nome: "ele agarra o calcanhar"; expressão que também significa: "ele age traçoeiramente". Se Abraão se tornou conhecido pela sua fé em Deus, seu neto ficou famoso pela traição.

Para entendermos melhor, nos tempos antigos, bençãos no leito da morte tinham força de lei e neste caso era considerado uma profecia sobre o futuro do recebedor de tal benção. Para Isaque, isso simbolizava muito mais, pois era uma transferência da aliança que lhe foi passada por seu pai Abraão.

Aqui vemos Rebeca entrando em ação como uma mãe totalmente manipuladora e que possuia um amor parcial pelos seus filhos. Por amar mais à Jacó, ela conspira com ele para tomar a benção a qual Esaú tinha direito por ser o filho mais velho.

Pode até ser que tal atitude tivesse acontecido quando ela simplesmente ouviu a conversa entre Isaque e Esaú "por acaso", mas a partir disso, ela resolveu esquematizar uma forma de Jacó passar a perna em seu irmão e tomar-lhe tal herança espiritual. Enfim, tudo acontece conforme o planejado e o filho mais novo dribla as leis e os costumes e recebe a benção no lugar de seu irmão.

Quando Esaú chega da caçada e descobre toda a verdade, ele se desespera. No instante que lemos esta parte da história, tendemos à simpatizar mais com o pobre e enganado Esaú, que foi impiedosamente passado pra trás pelo seu irmão. Entretando, quando lemos o texto de Hebreus 12.16-17 no Novo Testamento, vemos a situação por outro lado (versão na Linguagem de Hoje): "E tomem cuidado também para que ninguém se torne imoral ou perca o respeito pelas coisas sagradas, como Esaú, que, por causa de um prato de comida, vendeu os seus direitos de filho mais velho. Como vocês sabem, depois ele quis receber a benção do seu pai, mas foi rejeitado porque não encontrou um modo de mudar o que havia feito, embora procurasse fazer isso até mesmo com lágrimas." Lemos aqui que a Bíblia é bastante clara ao dizer que Esaú havia desprezado a benção que lhe pertencia.

Sabendo Rebeca da intenção que Esaú tinha em matar o seu irmão, ela arranja uma desculpa para fazer com que Isaque mande Jacó para morar com seu tio em outra cidade.

Jacó comete atrocidades e péssimas atitudes ao mentir, enganar e roubar. A Bíblia não aprova os seus ardis (tanto que mais tarde, ele irá colher as consequências dessa sua atitude), entretanto nessa história aprendemos uma grande lição: Deus é capaz de lidar com qualquer tipo de pessoa, independentemente de quão imperfeita esta seja. A história de Jacó dá esperança à todas as pessoas imperfeitas desse mundo. Qual a sua imperfeição? Onde exatamente Deus quer te transformar para fazer de você um vaso para honra?

Leia este trecho aqui

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Obedecendo ào Senhor Deus (Gn. 26)

A partir desse capítulo, a narração bíblica foca nos passos de Isaque. Vemos aqui uma situação muito parecida com o que havia acontecido com Abraão, 80 anos antes (Gn. 20).

Isaque recebe a mesma promessa do Senhor de que seria pai de uma grande nação em que seus descendentes seriam tão numerosos quanto as estrelas no céu.

Nos versículos 2 e 3 vemos uma situação bastante interessante. De certa forma, Deus coloca Isaque à prova ao lhe transmitir a mensagem para que não seguisse viagem ao Egito (como Abraão tinha feito em Gn. 12.10).

O lugar onde Isaque habitava passava por uma terrível fase de fome; por outro lado, no Egito havia fartura e abonança. Seria natural Isaque optar por viajar ao Egito, porém neste momento vemos que Deus decide ver até onde chegaria a confiança de Isaque nEle. E Isaque passa no teste (pelo menos nessa parte do capítulo).


Tal pai, tal filho: na próxima situação, Isaque nos mostra seu lado tipicamente humano e comete o mesmo erro de seu pai quando, por medo, afirma que Rebeca é sua irmã. (Tenho a impressão que já li isso em outro capítulo!) :-) Vemos no versículo 8 que ele levou tal mentira por bastante tempo, até ser flagrado por Abimeleque, que o repreendeu e ordenou ao povo que ninguém os tocasse.


Em obediência à ordem do Senhor de não seguir ao Egito, Isaque ali
semeou e colheu com fartura, a ponto de tornar-se bastante rico e poderoso. Estando ele em uma terra estranha - o povo sentiu muita inveja dele, o que causou a sua expulsão da cidade. A sua crescente riqueza e o número cada vez maior de servos fez com que o rei temesse a sua própria desestruturação e temesse também o poder do Deus de Isaque, que o fez prosperar de forma extraordinária.

Aqui vemos que obedecer a vontade do Senhor não nos impede de passar por provações, porém Deus sempre nos concede condições de vencer tais provas. As provações de Isaque estavam com ele onde quer que ele estivesse. Por isso, devemos vencê-las onde quer que estejamos!

Isaque teve que passar por mais problemas quando seus servos brigavam entre si pelo direito de posse das águas dos poços (a água era um preciosidade e muito escassa no clima árido do sul da Palestina). Ele porém perseverou até encontrar um local onde não houvesse mais contenda e por sua obediência e perseverança, o Senhor o abençoou novamente com promessas de auxílio e amor. Aqui aprendemos que quando perseveramos e obedecemos à Palavra do Senhor sem restrições, galgamos preciosas promessas! Aleluia!

Leia este trecho aqui

terça-feira, 1 de maio de 2007

Abraão abençoa seu filho Isaque (Gn. 25)

Este capítulo 25 é outro marco no livro de Gênesis.

Dos versículos 1 à 6 vemos a descendência de Abraão que deram nome à diversas tribos árabes (inclusive os filhos de Midiã - os midianitas).
A minha primeira pergunta é: Se mesmo depois da morte de Sara, Abraão teve tantos outros filhos, por que Isaque foi considerado um milagre? A resposta está em sua mãe Sara, que não era capaz de conceber. Deus curou o seu ventre de forma miraculosa, dando-lhe um filho em sua velhice. Isaque foi a criança-milagre a qual Deus manteria sua promessa de abençoar o restante do mundo.

Em seguida, o marco deste capítulo. Aos 175 anos o nosso primeiro patriarca bíblico volta para o Senhor e reune-se com seu povo (expressão hebraica que significa que Abraão uniu-se a seus ancestrais). Por ocasião do sepultamento, os irmão Isaque de já 75 anos e Ismael 89 se reuniram no mesmo local em que já se encontrava Sara.

A partir deste momento, a narrativa bíblica se focará no desenrolar da promessa sobre Isaque, sobre o qual a benção do Senhor foi derramada. Logo de início vemos o nascimento de seus filhos gêmeos Esaú e Jacó.

Rebeca não podia ter filhos, e como já vimos anteriormente acontecer com as filhas de Ló e Sara, tal realidade era um motivo de vergonha para qualquer mulher daquela cultura. Vemos aqui que Isaque pede ao Senhor em favor de sua mulher para que este concedesse a ela um filho. Vinte anos após o seu casamento, Rebeca engravida de gêmeos! Imagine a alegria que sentiram! Vinte anos de espera! Ainda durante a gravidez, vemos no versículo 23 uma predição do que ocorreria futuramente.

Ao filho mais velho foi dado o nome de Esaú - nome que faz referência à Seir - local onde mais tarde os descendentes de Esaú irão morar. Tal palavra faz um trocadilho com uma palavra hebraica que quer dizer "peludo".
Ao filho mais novo foi dado o nome de Jacó que em hebraico soa parecido com a palavra hebraica que se traduz por "agarrar". Jacó significa agarrar o calcanhar, que figuramente quer dizer engana.

Anos depois com os filhos já crescidos, vemos que Esaú tornou-se um perito caçador enquanto Jacó era um homem sossegado, caseiro, um bon-vivan. Esaú torna-se o preferido de seu pai, enquando Jacó é o "queridinho da mamãe".

Na situação que se segue, vemos Esaú muito cansado e faminto trocando facilmente o seu direito de primogênito por um prato suculento de comida. De certa forma vemos em Jacó um anseio pela benção, porém burlando a lei da época através de táticas humanas como astúcia e manipulação para concretizar a sua ambição.

Esaú, por sua vez, se mostra fraco e menospreza a herança espiritual que lhe é devida e revela a sua falta de apetite espiritual.

Tais atos ainda vão dar o que falar...

E você se parece mais com Esaú - preocupado em satisfazer suas necessidades terrenas e desejos imediatos - ou como Jacó que 'de certa forma' concetrou suas energias no lucro espiritual e duradouro?

Leia este trecho aqui